Democracia em pé de guerra: da Doutrina de Segurança Nacional à violência policial em SC

Candidata do PT a suplente no Senado foi tratada como inimiga política, não como cidadã com direitos

A agressão sofrida pela advogada e candidata suplente ao Senado, Fernanda Klitzke (PT), em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, reacende um debate histórico e urgente sobre o papel da força policial e das instituições que compõem o sistema de justiça criminal na democracia brasileira.

O episódio, registrado em vídeo, mostra policiais militares derrubando, imobilizando com mata-leão, chutando e disparando balas de borracha contra a candidata, que se apresentava como advogada para orientar um motorista numa abordagem realizada pela Polícia Militar. A naturalidade na prática desses crimes revela a certeza da impunidade. Em casos de flagrante prática de violência policial, a PM, a Polícia Civil, o Ministério Público e o Poder Judiciário atuam de forma suplementar garantindo que abusos policiais raramente sejam punidos. A lista de casos é extensa e preocupante.

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