Na última coluna, prometi resgatar o destino do coronel Ubiratan Guimarães, o oficial em comando da Polícia Militar de São Paulo no dia 2 de outubro de 1992. Como você terá adivinhado, nenhuma punição foi suficiente para levá-lo para a prisão ou sequer para evitar uma carreira política. Eleito inicialmente suplente para deputado estadual, posteriormente obteve o mandato com votos dos cidadãos de bem – os mesmos que elegeram, em 1990, no Rio de Janeiro, o delegado Sivuca, ex-integrante do Esquadrão da Morte, cuja campanha se limitou a um slogan, que ainda hoje reverbera: “Bandido bom é bandido morto”.
(Em circunstâncias que não foram esclarecidas, o coronel foi encontrado morto em sua residência.)