Sempre que uma cultura entra em crise, como a nossa, projetam-se narrativas de fim do mundo e de destruição da espécie. Irrompem verdadeiros mitos. Usa-se, então, recurso literário conhecido: relatos patéticos de visões e de intervenções de anjos, que se comunicam para anunciar mudanças iminentes e preparar a humanidade. No Novo Testamento, esse gênero ganhou corpo no livro do Apocalipse e em alguns trechos dos Evangelhos, que colocam na boca de Jesus predições de fim do mundo.
Hoje, prolifera uma vasta literatura esotérica, que usa códigos diferentes, como passagem a outro nível de vibração ou a um mundo paralelo, além de comunicação com extraterrestres. A linguagem é diferente, mas a mensagem é idêntica: a viragem é iminente e há que estar preparado.