Atrás nas pesquisas, João Campos passou a temer vitória da prima

Ex-prefeito do Recife e herdeiro do legado político do bisavô Miguel Arraes calcula rota que pode levá-lo à colisão com Marília, candidata ao Senado em sua própria chapa

Um cálculo que jamais havia passado pela cabeça de João Campos (PSB), candidato a governador de Pernambuco que em julho foi ultrapassado por Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas de intenção de voto, começou a se fazer presente nas reuniões de seu grupo político: caso ele perca a disputa pelo governo estadual e a prima Marília Arraes (PDT) se eleja senadora – cenário muito provável, pois ela lidera todos os cenários – ele terá de brigar para manter sob sua coordenação e controle o legado político do bisavô. Miguel Arraes, governador de Pernambuco em três mandatos, ex-prefeito do Recife e ex-deputado federal por Pernambuco, é avô de Marília. Ela e Eduardo Campos, seu primo, pai de João, nunca tiveram boa convivência política. Em 2020, Marília disputou a prefeitura de Recife com João Campos. Os dois protagonizaram acaloradas discussões e debates. Presidente nacional do PSB, o ex-prefeito recifense já sabe que terá de lutar com o paulista Márcio França pela manutenção do controle da sigla com seu grupo. Agora, vê-se tendo de articular uma estratégia destinada a preservar a ascendência sobre a história política familiar.

 

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