A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, foi peça capital na definição do nome Márcio Tavares, secretário-executivo do Ministério da Cultura, para assumir toda a coordenação da área de Cultura na campanha à reeleição do presidente Lula (PT). Na prática, ele trabalhará em sintonia fina com Janja, que é quem dá as cartas na interlocução do comitê reeleitoral com o trade cultural brasileiro – missão que já tinha sido designada a ela em 2022 com ótimo desempenho.
Tavares alimentou a expectativa de suceder a ministra Margareth Menezes na pasta. Porém, a baiana decidiu não se desincompatibilizar para disputar um mandato de deputada federal por seu estado. Durante esses três anos e meio de governo Lula 3.0, Márcio Tavares abriu vários flancos de discussão e arestas com parte dos protagonistas de determinados nichos da Cultura brasileira. As editoras, as produtoras de audiovisual de médio porte e os canais de streaming como um todo têm alentadas críticas à forma de atuação de Tavares e não aceitam a interlocução dele nos temas que terão de ser tratados durante a curta campanha deste ano.