Acompanho as manifestações bolsonaristas desde 2018. Elas ocorrem em Copacabana, bairro no qual resido. Convite irrecusável para incursões de antropólogo amador, não é mesmo? No início, como todos, o que chamava minha atenção era o número de manifestantes. Na verdade, critério único para avaliar o êxito ou o fracasso do evento.
Rapidamente, contudo, no meio da massa bolsonarista, tirando fotos e gravando vídeos, conversando com os mais radicais e com os mais serenos (sim, acredite!, há bolsonaristas com algum nível de serenidade), comecei a desenvolver um olhar diferente para compreender a dinâmica das manifestações. O dado puramente quantitativo é fundamental e não pode ser substituído, mas é possível aperfeiçoá-lo.